Bolsonaro exclui França de evento do Conselho da Amazônia

O presidente afirmou que dará “a devida resposta” aos que criticam sua gestão da Amazônia

O ministro Sergio Moro conversa com o vice Hamilton Mourão e o presidente Bolsonaro na cerimônia de assinatura do decreto que muda Conselho da Amazônia Foto: FramePhoto / Agência O Globo

No fim da tarde desta terça-feira, 11, o presidente Jair Bolsonaro assinou o decreto que transfere o conselho do Ministério do Meio Ambiente para a Vice-Presidência. A cerimônia de criação do Conselho da Amazônia não contou com a presença da embaixada da França. A embaixada não foi convidada pelo presidente e durante o evento Jair afirmou que vai dar “a devida resposta” aos que criticam sua gestão da floresta.

“Tenho muita esperança de que possamos dar a devida resposta aos que nos criticam. No ano passado, um chefe de Estado ousou dizer que a soberania da Amazônia não era nossa, [que] era relativa. E outras autoridades falaram coisas semelhantes no passado”, disse Bolsonaro.

A França se tornou desafeto do presidente brasileiro depois que Emmanuel Macron, presidente francês, criticou a política ambiental do Brasil e disse a Amazônia é um patrimônio a ser cuidado por todos os países.

Bolsonaro entendeu as falas de Macron como um afronte ao seu governo. A cúpula militar brasileira também compartilha do posicionamento de Jair, que acredita ser verdadeira “ameaça” para os próximos 20 anos uma guerra contra a França pela Amazônia.

Conselho da Amazônia

O decreto assinado por Bolsonaro retira os governadores do Conselho Nacional da Amazônia Legal. O decreto anterior, de 1995, incluía os governadores da Amazônia Legal.

O texto divulgado pela Secretaria de Comunicação Social, afirma que o conselho será integrado pelo vice-presidente Hamilton Mourão e por 14 ministros do governo federal.

Integram a Amazônia Legal: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão.

Os ministros das seguintes pastas integrarão o conselho:

  • Casa Civil;
  • Justiça;
  • Defesa;
  • Relações Exteriores;
  • Economia;
  • Infraestrutura;
  • Agricultura;
  • Minas e Energia;
  • Ciência, Tecnologia e Comunicações;
  • Meio Ambiente;
  • Desenvolvimento Regional;
  • Secretaria-Geral da Presidência;
  • Secretaria de Governo da Presidência;
  • Gabinete de Segurança Institucional.

Com informações do Painel, da Folha de S. Paulo e o Fórum.


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Sobre Rayssa Leonel

Graduada em Jornalismo pela UFCA - Universidade Federal do Cariri. Pesquisadora e caririense bem orgulhosa.

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