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PF apura se Flávio Bolsonaro saiu do país após site argentino relatar viagem; aliado e governo Milei negam

Infobae afirmou que o senador teria embarcado em jato na Argentina rumo aos EUA após ordem de Moraes para entregar passaportes; informação não foi confirmada.

Jimmy Macedo

Por

PolíticaBrasil
O senador Flávio Bolsonaro durante votação no segundo turno, em escola de Vila Isabel, no Rio de Janeiro
Flávio Bolsonaro votou no domingo (25), no Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
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A Polícia Federal apura se o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou o Brasil depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a entrega dos passaportes dele e o proibiu de sair do país. A verificação começou após o site argentino Infobae publicar, na madrugada desta terça-feira (27), que o senador teria cruzado a fronteira com a Argentina para embarcar em um jato particular rumo aos Estados Unidos. A informação não foi confirmada oficialmente, e aliados do senador e o governo argentino negam a viagem.

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O que diz o site argentino

Segundo o Infobae, Flávio teria entrado na província de Misiones usando a carteira de identidade e embarcaria em um avião Gulfstream G400, da empresa argentina Baires Fly, com decolagem prevista para as 2h (horário local) em Puerto Iguazú. A reportagem afirma que a empresa pediu trâmites de alfândega e imigração para quatro passageiros e três tripulantes, mas não identifica os passageiros nem confirma que o senador estava a bordo. O texto usa o condicional e não cita as fontes da informação sobre o voo.

Negativas

O coordenador da campanha de Flávio, o senador Rogério Marinho (PL-RN), negou a saída. “Não saiu”, disse ao site Metrópoles. O porta-voz do presidente argentino Javier Milei, Fabián Fernández, afirmou à agência Bloomberg que o senador não entrou na Argentina e negou a existência do voo descrito. Em sentido contrário, uma coluna do SBT News relatou que dois aliados, que não tiveram os nomes divulgados, afirmaram que ele teria cruzado a fronteira. As versões são contraditórias.

Até a última atualização desta matéria, nem a Polícia Federal nem o STF haviam se manifestado oficialmente sobre o caso, e o senador não havia comentado a reportagem argentina. Segundo veículos que acompanham a apuração, a PF consulta registros de postos de fronteira e de voos entre os dois países e acionou autoridades argentinas.

A decisão de Moraes

A ordem de Moraes foi comunicada ao senador na segunda-feira (26), um dia após o segundo turno em que o presidente Lula (PT) foi reeleito. Segundo o próprio Flávio, a decisão foi assinada na noite de domingo (25). Ela determina a entrega dos passaportes comum e diplomático, proíbe a saída do Brasil e dá 24 horas para a entrega de eventuais documentos de viagem estrangeiros. A medida está ligada a uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz.

Em vídeo publicado nas redes sociais na segunda-feira, Flávio classificou a medida como intimidação e disse que cumpriria a ordem. “Nunca pensei em sair do país. Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração”, afirmou. Ele atribuiu a decisão a uma declaração do irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que em entrevista sugeriu que Flávio deixasse o país caso perdesse a eleição. O senador nega irregularidades nas investigações.

Matéria em atualização.

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