O presidente da Rússia, Vladimir Putin, defendeu nesta quarta-feira (21) um encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, em território chinês, para tratar das guerras na Ucrânia e no Irã. A declaração foi feita durante uma reunião com o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, segundo a agência espanhola Europa Press.
A reunião dos três líderes poderia acontecer à margem da cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), marcada para 18 e 19 de novembro em Shenzhen, na China. Segundo a Europa Press, Putin elogiou o envolvimento de Trump na busca pelo fim da guerra na Ucrânia e disse que a Rússia está disposta a mediar o fim do conflito no Irã, citando a relação próxima entre Moscou e Teerã.
De acordo com o jornal americano The Wall Street Journal, Putin apresentou a proposta a Trump em uma ligação telefônica em 9 de outubro. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, confirmou que o encontro está em discussão, mas disse que ainda não há definição sobre a reunião nem sobre a pauta.
Trump fala em desarmamento nuclear
Trump disse na segunda-feira (19) que estaria disposto a participar, mas que o foco não seria a Ucrânia, e sim a desnuclearização, segundo o site Axios. A China ainda não demonstrou disposição para receber o encontro: Pequim rejeitou propostas anteriores dos EUA sobre o tema e defende que americanos e russos, donos dos maiores arsenais, reduzam primeiro as suas armas.
A Ucrânia rejeita o formato. O ministro das Relações Exteriores ucraniano, Andrii Sybiha, afirmou nas redes sociais que uma reunião apenas entre Rússia, China e EUA estimularia Putin a continuar a guerra, e que um encontro entre Ucrânia, EUA e Rússia poderia ajudar a encerrá-la mais cedo. A Casa Branca não comentou a proposta.
Com informações de Europa Press, The Wall Street Journal, Axios e Time.

