O Partido Democrata conquistou a maioria na Câmara dos Representantes e no Senado dos Estados Unidos nas eleições de meio de mandato realizadas na terça-feira (3), segundo projeções de redes americanas como NBC News e CNN. O resultado tira do Partido Republicano, do presidente Donald Trump, o controle das duas Casas do Congresso a partir de janeiro de 2027.
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A apuração ainda continua em estados da Costa Oeste, especialmente na Califórnia, e em disputas apertadas ao Senado no Maine, em Michigan e no Alasca, o que pode ampliar a vantagem democrata. Antes da eleição, os republicanos tinham 218 cadeiras na Câmara, contra 214 dos democratas, e 53 das 100 vagas do Senado.
Viradas importantes
Na Câmara, os democratas tomaram cadeiras republicanas em distritos disputados. No 3º distrito de Iowa, Sarah Trone Garriott derrotou Zach Nunn; no 10º da Pensilvânia, Janelle Stelson venceu Scott Perry, que estava no sétimo mandato; e, na Virgínia, Elaine Luria derrotou por pouco Jen Kiggans, segundo a Al Jazeera.
No Senado, entre as viradas democratas estão o Texas e a Carolina do Sul, onde foram derrotados o republicano Ken Paxton e a senadora Darline Graham, ambos apoiados por Trump, de acordo com o Estadão. Nos governos estaduais, Gina Hinojosa venceu no Texas e se torna a primeira mulher latina a governar o estado, e Keisha Bottoms será a primeira governadora negra da Geórgia.
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Jeffries deve comandar a Câmara
Com a maioria, o líder democrata Hakeem Jeffries, de Nova York, deve assumir a presidência da Câmara no lugar do republicano Mike Johnson. Se confirmado, será o primeiro negro a ocupar o cargo. O novo Congresso, o 120º, toma posse em 3 de janeiro de 2027.
O que disse Trump
Em entrevista por telefone ao jornal The New York Times, Trump disse estar disposto a aceitar os resultados, atribuiu a derrota republicana ao fato de não estar na cédula e afirmou não se arrepender dos apoios a Paxton e Graham, segundo o Estadão. Em entrevista à Fox News, o presidente elogiou a campanha democrata, de acordo com a Al Jazeera.
A eleição foi vista como um termômetro do segundo mandato de Trump, que chegou ao dia da votação com cerca de 38% de aprovação e 59% de desaprovação, na média das pesquisas citada pela imprensa americana. Com o Congresso nas mãos da oposição, a Casa Branca terá de negociar com os democratas a aprovação de leis e do Orçamento nos dois anos finais do mandato.









