Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial, fez sua primeira aparição pública nos Estados Unidos no domingo (1º), em um culto evangélico na Flórida. Ele estava acompanhado da mulher, Fernanda, e do irmão Eduardo Bolsonaro, segundo publicações da igreja e de pastores nas redes sociais.
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Flávio deixou o Brasil depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar, em 26 de outubro, que ele entregasse os passaportes e ficasse proibido de sair do país. A decisão, tomada em inquérito que apura suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo apostas on-line, também o proibiu de manter contato com o advogado Willer Tomaz. O prazo para a entrega terminou às 11h do dia 27. No mesmo dia, a Polícia Federal (PF) cancelou os passaportes comum e diplomático do senador por descumprimento da ordem.
De acordo com a Direção Nacional de Migrações da Argentina, Flávio cruzou a fronteira pela Ponte Tancredo Neves, em Foz do Iguaçu (PR), na noite do dia 27 e embarcou em um jato particular rumo a Guayaquil, no Equador. Na manhã do dia 28, desembarcou em Opa-Locka, na região de Miami, com a família, segundo a Agência Brasil. A PF informou que restrições a documentos de viagem, por si só, não caracterizam a condição de foragido.
O que diz o senador
Em vídeo divulgado no dia 26, Flávio criticou a decisão.
“Isso é motivo para tirar meu passaporte? Isso é justiça?”
Em publicação nas redes no domingo, disse não se arrepender e afirmou que a medida foi tomada sete minutos após o anúncio do resultado da eleição, \”com base em mentiras\”.
A defesa pediu ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, que Moraes seja declarado impedido e que o caso seja redistribuído, e solicitou a devolução dos passaportes. Até a noite de segunda-feira (2), não havia decisão. Nas petições, os advogados afirmam que o senador \”comparecerá a todos os atos para os quais for chamado\”.
Lula classificou a saída do senador como vergonhosa.
“Esse ato de sair do Brasil é vergonhoso.\
A declaração foi feita em 27 de outubro, segundo a Radioagência Nacional.
Investigações
Além do inquérito relatado por Moraes, Flávio é investigado no STF, sob relatoria do ministro André Mendonça, por suspeitas ligadas ao financiamento de Dark Horse, filme sobre o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, com recursos atribuídos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
No Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a campanha de Lula pediu a cassação da chapa de Flávio e a inelegibilidade do senador por suposto abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação. Não há decisão. Flávio nega irregularidades.
Na noite de 25 de outubro, Flávio disse que não reconheceria o resultado e que pediria a anulação da eleição, alegando a prorrogação da votação até as 19h, autorizada pelo ministro Cristiano Zanin, do STF, a pedido das duas campanhas. O próprio PL reconheceu a vitória de Lula, que venceu por mais de 4,4 milhões de votos. O mandato de Flávio no Senado termina em janeiro de 2027.









