Às vésperas das eleições de 2026, a Igreja Católica tem ampliado as orientações aos fiéis sobre participação política e voto consciente. Bispos e dioceses de diferentes regiões do país têm divulgado mensagens com temas como democracia, justiça social, defesa dos mais pobres, combate à corrupção e preservação ambiental.
Em vídeo divulgado pelo Regional Norte 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o arcebispo de Manaus, cardeal Leonardo Steiner, afirmou que a Igreja não tem partido, mas tem como causa “o Evangelho e os pobres”. A iniciativa reúne representantes de dioceses e prelazias da região Norte e orienta os eleitores a escolherem os candidatos de forma consciente.
Os religiosos também reforçam que o voto não deve ser vendido ou negociado e orientam os eleitores a considerar o histórico dos candidatos. O material aborda ainda a preservação da Amazônia e a defesa dos territórios indígenas, ribeirinhos e de outros povos tradicionais.
A relação entre religião e política também aparece nas manifestações. Uma cartilha distribuída pela Diocese de São João da Boa Vista (SP), por exemplo, apresentou princípios cristãos para orientar a escolha dos representantes, sem mencionar candidatos ou partidos. O material, porém, provocou reações de apoiadores do campo bolsonarista, que interpretaram as orientações como uma sinalização política favorável à esquerda.
Além da escolha dos representantes, os bispos destacam a importância de acompanhar a atuação dos eleitos depois das eleições. As orientações fazem parte de iniciativas de formação da consciência cidadã e defendem a participação dos fiéis no processo democrático.

